quarta-feira, 6 de junho de 2012

3 - Confusa .

Sei que deve haver uma razão, que, com base em tudo que vi e vivenciei até agora, o universo não é tão aleatório quanto parece. Mas o problema é que não sei o motivo. Na verdade, não sei de mais nada. 






Não sei quanto tempo fiquei olhando fixamente para o rosto do garoto novo, talvez tempo o bastante para Rae me dar um tapa na cabeça .


- Hey, Sam ?! ACORDA! 


- O quê ? - eu disse ainda mortificada - o quê ?


- Como assim, o quê ? você tá ai com cara de mongolóide olhando para o garoto novo!, por favor não deixe ele perceber o quanto você é estranha! . 


Não dei atenção para ela e continuei olhando fixamente para ele, que para minha surpresa e terror estava olhando para mim também, e sorrindo . abaixei o olhar .


- Turma! - Garber repreendeu - Por favor silêncio, quero apresentar o aluno novo e poder continuar com a nossa aula sim ? . 


Silêncio .


- Classe esse é Damem Evan, ele veio da Califórnia, e agora será o novo colega de vocês  aqui em Dermiwil High School . 


   
  É ele . Não consigo entender, eu leio pensamentos, sou paranormal, mas ver o futuro ? ter visões ? eu não faço isso . 


ou faço ?


     Ele estava naquela praia bizarra ontem, virando um monstro grotesco bem na minha frente de uma hora para outra, eu vi isso, e agora está aqui em Dermiwil High School . Apesar de não estar exatamente igual ao meu pesadelo da noite anterior, não tem como não reconhecer os incríveis olhos castanho mel . Ele usa uma calça skinny preta, supras azuis, camiseta regata preta realçando seu corpo definido por baixo dela, e jaqueta de couro preta, parece ter mais ou menos 1,70 de altura . Acho que a única cor ali são os supras . Ainda fico meio tonta com a sua beleza, ele é estonteante e....


Não consigo ler seus pensamentos .


Como assim ? eu consigo ler os pensamentos de todos! não é possível .


tento de novo. 


nada.


É como se ele fosse oco, feito de nada, vazio . 




- Quer dizer algo aos seus novos colegas Damem ?


- Hm, não senhora .


A voz dele é tão....


- Ok, pode achar um lugar para se sentar então .


Quando vejo que não pode ficar pior, ele vem e senta ao meu lado . Ao meu lado, caramba, há mais de 10 lugares vagos nesta sala e ele escolhe logo se sentar ao MEU lado ?


droga .


Jake me pergunta alguma coisa, mas não ouço e coloco meus fones de ouvido deixando a voz doce de Colbie Caillat me envolver . Não consigo, é simplesmente impossível ter o meu conflito pessoal, com aquelas idiotas da minha sala como Spencer Hale e Nora Bloom  tendo pensamentos nojentos com Damem, vadias . 


Espera... isso é ciúmes ?  não! não posso sentir ciúmes de um cara que acabei de conhecer (bem, quase) e que afinal de contas é muito, muito estranho . 


    Fiquei a aula inteira com a sensação de ser observada .
Estava terminando o dever de literatura quando o sinal para o intervalo toca .


Finalmente liberdade!  penso aliviada .




 Quando estou me dirigindo distraída para a  porta com Rachel e Jake andando na frente, esbarro em alguém e caio . 


Damem .


Olho para o alto e me deparo com dois olhos castanho mel me observando com curiosidade .


- Você está bem ?  ele pergunta


Mas minha fala está presa na garganta e a única coisa que consigo fazer é dar um minímo aceno com a cabeça .


- Vem eu te ajudo


Fico ali parada no chão frio da sala de aula,  incerta se aceito a mão daquele cara estranho com o qual tive um pesadelo estranho na noite passada, para não dizer outra coisa .


Mas no fim, aceito sua ajuda e pego sua mão .


  A mão dele tem uma maciez incrível, é larga e bronzeada, é confortante . Sinto uma eletricidade subir pelo meu corpo inteiro e ir direto para o coração, que bate rápido demais . 




- Hã... obrigada .  digo com uma voz meio fraca me levantando

 - Tudo bem, então....


- Tenho que ir, meus amigos estão me esperando, tchau . 


 Saio correndo da sala, não virando para trás e olhar a surpresa em seu rosto, nem sabendo exatamente o que aconteceu comigo para eu ser tão mal educada, geralmente não sou assim . 


Chego sem folêgo e me sento na mesa de sempre, perto do banheiro feminino, Rae já está comendo seu bolinho de baunilha de sempre e digitando mensagens de texto, provavelmente para o seu namorado Craig, e Jake está se lambuzando com seu Hot dog . 


Começo a dar risadinhas .


- Hey Jake, isso parece estar muito bom!  eu digo debochando de sua boca cheia de mostarda

- Está ótimo Sam! quer um pouco ?


- ai meu deus, não obrigada! e limpa essa boca seu bobão .


 Coloco o canudo em meu suco de maçã, mas pressiono tão forte que o suco explode na minha cara, ensopando minha camiseta e as pontas de meu cabelo .


Rachel que tinha parado de digitar suas mensagens olha para nós dois e revira os olhos .


- O que eu fui fazer para parar aqui na mesa dos esquisitos hein ?  ela diz suspirando, mas sei que está brincando pelo seu tom de voz e olhos doces

- Nem vem Rae, você nos ama muito e não viveria sem a gente, confesse .  Jake diz

 - Pois é, não posso negar!


Os dois olham para mim e minha camiseta arruinada, então todos começamos a rir, sem parar, feito idiotas... como sempre . 


- Então Sam... qual foi o motivo da demora pra vir para o refeitório hein ?  Rae pergunta parando de rir

Fico séria e respondo:


- hm, nada... foi só que esqueci meu lanche na sala e tive que voltar para pegar!


- Hm sei, e não tem nada a ver com o fato de você e Damem terem chegado ao mesmo tempo aqui ?  ela pressiona

- Claro que não, porque a pergunta Rae ?


- Nada, é só que ele pareceu interessado em você, do jeito que te encarava a aula inteira....


- Inpressão sua! digo já nervosa

- Porque o nervosismo ?


- Nada, é que você sempre parece ver algo onde não tem .


- Ok, desculpa senhorita "não estou nem um pouco afim do novato"


- E não estou mesmo, me deixa tá ?!


- Hey, vocês duas, parou ok ? . 


  
 Na hora da saída ao 12:30, dou um até amanhã para Rae e Jake e sigo para a rua .


Com a sensação de ser observada . 


de novo . 




  Chego em casa cansada, só querendo subir para o quarto e tomar um banho antes do almoço.


   - Mãe ?
   
   - Sam, venha aqui até a sala por favor!


  - Ok mãe mas estou muit....


  - O QUE ELE ESTÁ FAZENDO AQUI ?!



















sábado, 2 de junho de 2012

2 - Mais um dia .

   Depois do pesadelo da noite anterior eu consegui dormir quase feito um anjo . Se não fosse pelo sol lançando raios de luz pela janela enorme de meu quarto, na quele dia raro de sol eu não teria acordado tão cedo pois o despertador tinha quebrado, não me pergunte como . 


    Meu quarto era muito bonito, eu gostava do jeito que ele me deixava confortável em muitas ocasiões e  era ali que eu conseguia ser eu mesma, não existia sussuros, barulhos e pensamentos indesejáveis que eu realmente não queria ouvir . A cor das paredes eram lilás, eu adorava lilás mas gostava muito de azul também, do lado da cama king size ficava minha pequena comoda e perto da porta meu armário enorme demais pra esse quarto estava lotado de roupas, sua porta tinha um espelho enorme que reluzia .   
   
Me levantei da cama meio trôpega, e bati o dedinho do pé na perna da minha mesinha estilo queen Anne, já pode imaginar a dor que foi . Abri a porta do banheiro ainda chingando e me despi, liguei o chuveiro e deixei a água levar minhas tensões . Não pensei muito no banho, como sempre fazia, pois estava atrasada para o colégio talvez não desse tempo para tomar meu café da manhã . 
Por mais que eu tivesse mais roupas do que poderia vestir em 1 ano, eu gostava do meu estilo básico: calça jeans, camiseta regata de cores leves, e uma sapatilha confortável eu não ligava pra essa coisa de "tenho que andar na moda" isso não era pra mim . 
por mais que as patricinhas da escola não cansassem de comentar o quanto eu era sem sal, claro que elas não diziam isso em voz alta, mas para alguém como eu era fácil saber o que todo mundo sempre queria dizer, ninguém nunca conseguia mentir pra mim, não de modo que eu não ficasse sabendo da verdade logo no momento em que ele pensasse . 
    Fiz um simples coque frouxo no cabelo porque eu não estava com tempo pra elaborar algo, estava ai uma coisa que eu não podia reclamar: minha aparência . Tenho 1,60 de altura, (eu sei um pouco baixa para alguém da minha idade), longos cabelos negros (eu adorava do modo que meu cabelo conseguia ficar o mais encaracolado possivel) isso dava um certo charme, quando eu era pequena minha mãe me chamava de "minha pequena branca de neve" por causa dos cabelos negros e pele muito branca , meus olhos eram de um cinza bem....diferente, quase metalíco . 

Eu não me achava realmente bonita, não como Spencer Hale a garota de cabelo loiro repicado, olhos azuis e rosto de boneca barbie, e meio quilo de silícone nos seios líder de torcida e menina mais bonita da escola . Mas mesmo assim, existiam as pessoas loucas que me achavam linda, vai entender . 


  Desci as escadas correndo, iria chegar uns 15 minutos atrasada e a primeira aula era de literatura, eu amava literatura e a senhorita Garber era uma ótima professora e gostava de mim, por mais que não demonstrasse, mas eu sabia de qualquer forma . Isso já era uma boa desculpa pra chegar atrasada, mas não iria testar a sorte . Quando parei na porta da cozinha minha mãe estava preparando panquecas no fogão, o cheiro estava delicioso, ela estava pensando no plantão que faria hoje, ela é enfermeira, trabalha no hospital St. Jude 7 dias por semana  e raras vezes tem uma folga a não ser em feriados e quando alguém pode trocar de turno com ela, antigamente eu costumava ficar aborrecida porque ela não tinha tanto tempo pra mim mas depois quando amadureci o suficiente, percebi que era egoísta da minha parte cobrar tanto dela por uma coisa que ela fazia apenas por mim, para me dar um teto, roupas, e conforto .


- Sam, querida ?


Ouvindo a voz de minha mãe, sai dos devaneios . 


- Ah, bom dia mãe! não vou poder ficar para o café, estou muito atrasada .


- Mas fiz seu bolinho favorito, de canela...


Olhando a cara dela agora, percebi o quanto eu a amava mas não dizia muito isso a ela .


- Desculpe, mas realmente tenho que ir!


- Tudo bem então, tenha uma boa aula meu amor . 


- Mãe ?


- Sim ?


- Eu te amo, muito .


Ela deu um grande sorriso que me aqueceu .


- Eu também te amo muito minha bebê .


Soltei um gemido


- Mãe, não sou mais um bebê!


- Você é minha bebê .


- Não teno tempo para discutir, vou indo nessa tchau . 




Não dei a ela tempo de responder, e sai correndo porta a fora mas parei por um minuto em frente a nossa casa . Não era uma casa grande, mas parecia ser uma daquelas casas de família em que no Natal luzes coloridas brilham pelo pequeno jardim, e bonecos de neves fazem graça para os que passam por ali . Apesar de já poder ter tirado minha carteira de motorista, pois já tinha 17 anos eu não tinha porque não me sentia  preparada ainda para dirigir por ai então andava até lá, sorte que não era longe só 1 quadra mas hoje eu precisava correr . 


  Cheguei apenas 5 minutos atrasada porque o diretor Williams  estava fazendo um daqueles discursos tediosos de começo de ano dele .  Fui direto para o refeitório, e consegui entrar sem ser percebida então comecei a procurar Rachel e Jake na fila dos alunos do 3º ano, de longe consegui ver a cabeleira ruiva de Rachel, e por mais que não fosse tão mais alta que eu ainda sim ninguém conseguia não perceber seu cabelo ruivo que mais parecia fogo . Jake estava logo atrás, até hoje ainda me pergunto como um garoto loiro, de olhos verdes, corpo de modelo, 1,80 de altura andava com as excluidas da escola . 


Quando cheguei mais perto, fiz o máximo de força para bloquear os pensamentos, muitas vezes eu conseguia fazer isso, eu odiava ouvir os pensamentos dos meus amigos é como se eu estivesse invadindo a privacidade deles e cá entre nós, ninguém gostaria de ter detalhes sobre a noite de sexo fantástica que sua amiga teve com o namorado . 


eca . 


- Hey, senhorita atrasadinha! .  disse Rachel


- Sam, qual a desculpa de hoje ? .  Jake indagou


- bom, hm.... meu cachorro morreu ?


- Você não tem cachorro nenhum sua otária .


- Não precisa falar pra escola inteira Rae!


- Meninas, vocês sempre tem que começar o dia brigando ?


- Cala a boca Jake! . eu e Rae dissemos juntas


Então começamos a rir, como as idiotas que eramos, e logo Jake entrou na onda .


- Eu simplismente odeio esse discursinho hipócrita que ele faz todos os anos!  Rae disse


- Porque ? .  perguntei


- Fala sério, todos os anos esse mané vem com essa de  "Zelamos pela boa educação de todos vocês, mas todos tem que nos ajudar para que possamos caminhar no caminho certo" 


- Idai ? . Jake perguntou


- Idai ?, ele diz isso mas tirou o professor Ramirez da nossa turma! meu deus, ele era um gato e  química ficava TÃO mais fácil com ele! . 


As vezes não tinha como Rachel ser mais fútil . 


   Rachel Waldorf e Jake Carter eram meus melhores amigos, desde o jardim de infância, crescemos juntos nessa cidadezinha chamada Forks situada em Washington EUA, todos naquela cidade se conheciam, eramos como uma grande família . Apesar de eu não fazer parte do grupo dos "muito ricos" pois só minha avó era rica, e pagava minha escola esse o motivo de eu não ser bolsista, Rae e Jake que faziam parte da elite não se importavam nem um pouco com esse fato .  Não sei porque ela não andava com o grupo das patricinhas, mesmo tendo sardas pelo rosto, uma boca larga demais e um corpo cheio de curvas, ela era linda . E  Jake  o estereótipo de galã, poderia fazer parte do time de futebol da escola, que vinha ganhando todos os campeonatos interestaduais até agora . 
Mas eles não faziam nada disso, apenas eram meus amigos e andavam comigo numa boa mesmo eu sendo a esquisita . E eu realmente os amava por isso . 


O Diretor Williams já tinha acabado seu super discurso de boas vindas, estavamos todos subindo para nossa sala que ficava no segundo andar perto do laboratório de química avançada .


Sentamos nos nossos lugares, não nas primeiras carteiras que gritavam "nerds aqui" e também não no fundão que gritava "quero tirar um cochilo nas aulas" mas sim no meio da sala, era um bom lugar . Estava pegando meu material de literatura, quando ouço uma batida na porta, não me importei muito . 


- Classe, temos um novo aluno em nossa turma, vamos lhe dar boas vindas! . disse a senhorita Garber


Eu não queria parar o que estava fazendo, mas quando se tem um monte de garotas gritando em pensamento "meu deus como ele é gato!" não tem como não se importar . Então ergui a cabeça e olhei para a frente da sala .




Meu deus . 




Eu não posso acreditar, é ele.....





















quinta-feira, 31 de maio de 2012

1 - Pesadelo .

     Eu estava me afogando . Como das outras vezes, mas havia algo de diferente dessa vez . Das outras vezes eu apenas me debatia na água e logo afundava, não tinha mãos fortes me puxando para cima, para a vida . Nesses pesadelos eu nunca conseguia gritar ou algo parecido, sempre havia um tipo de pedra na minha garganta que me impedia de fazer qualquer som que fosse . Esses pesadelos eram os piores, porque eles eram diários . 
     
     Ele estava me puxando para cima, eu já conseguia sentir o sopro da vida voltando ao meu corpo . Quando abri os olhos fiquei um minuto em choque, ele era.... o cara mais perfeito que eu já tinha visto na minha vida, quase não parecia humano de tão perfeito . Sua pele parecia ser macia como a de um bebê, e era branca como a neve,  tinha olhos castanho cor de mel, eu poderia me perder ali dentro com um simples olhar . O cabelo de um castanho mel da mesma cor dos olhos, estava arrumado em um topete, vestia uma camiseta branca e por cima outra cinza quadriculada, parecia ter entre 17  ou 18 anos,  ele era lindo . Mas quando fui abrir a boca pra dizer isso a ele, as palavras ficaram presas na garganta e quanto mais eu tentava mas difícil ficava .

    Agora estávamos em terra firme, ele me colocou no chão no meio de toda aquela terra brilhante, e depois deu um leve sorriso torto, eu estava quase retribuindo quando olho para o céu e tudo fica cinza como se uma grande tempestade estivesse a caminho, o cenário mudou radicalmente . O mar que antes era um de um azul celestial ficou vermelho sangue, o sol desapareceu, eu queria perguntar para o deslumbrante estranho o que estava acontecendo, mas quando olhei em sua direção sua face estava contorcida, como se sentisse dor ou algo do tipo, havia algo estranho com seu corpo que estava crescendo de uma forma descomunal como se fosse explodir a qualquer instante, agora eu não estava mais olhando para um adolescente, no lugar dele estava um monstro com facas no lugar de dedos . 
Ele me deu outro sorriso, só que desta vez, em vez de dentes brancos perfeitos e alinhados estavam dentes grandes e pontudos como os de um  vampiro, eu tentei sair correndo dali mas não conseguia, minhas pernas estavam dormentes e eu precisava escapar dali ou se não aquele monstro me mataria!  tentei gritar com toda força de meu pulmão, mas nada saia a não ser gemidos baixos de dor . 
    
Ele estava chegando mais perto a cada minuto, eu já podia sentir as lágrimas de pavor descendo sob meu rosto, meu coração batia de um jeito que não seria surpresa se ele explodisse de repente, eu  já tinha chegado ao ponto de começar a rezar, mas não rezar para que Deus me tirasse daquela enrascada, e sim para que ele cuidasse de minha amada mãe, cabeça oca, e instável, do meu cachorro o poncho, dos meus melhores amigos Rachel e Jake e talvez até do babaca do meu pai que nos abandonou quando eu tinha 3 anos de idade, isso era tudo que eu queria no momento . Agora ele estava em cima de mim, com suas mãos de garra perto do meu rosto . Ele para . olha para mim com seus olhos injetados de sangue e diz:


Você vai ser minha Samantha....


Dessa vez eu consigo gritar . Dou o berro mais alto da minha vida e fecho os olhos .




     Estou na minha cama . olho para os lados a procura do monstro, mas ele sumiu do mesmo jeito que apareceu, do nada . Cara, eu sou um imã de pesadelos malucos . 
Olho para o visor do relógio, são 3 da manhã, duas horas até eu ter que acordar e me arrastar para o colégio . que ótimo . pesadelos acabam comigo, mas agora o medo de dormir é maior, mas tento mesmo assim e me encolho na cama  fecho bem os olhos rezando para que o pesadelo não volte e enfim eu consiga dormir em paz . 




Amanhã vai ser um longo, longo dia . 
















terça-feira, 29 de maio de 2012

SOM ET EVENTYR - Prólogo .

"Quando eu tinha 6 anos aconteceu pela primeira vez . Estava descendo as escadas da casa de minha avó materna,  a casa era tão grande que parecia uma mini mansão, tinha 15 quartos e era a maior casa da vizinhança e todos que passavam por lá ficavam pelo menos 5 minutos admirando o lindo jardim da frente, minha avó simplismente adorava aquele jardim ela cuidava dele como se fosse um filho . 
As vezes eu tinha medo das escadas daquela casa, parecia que elas iam quebrar a qualquer momento.... estava sentada no último degrau das escadas em frente a porta da rua, pensando se papai aparecia para meu aniversário este ano, eu sentia muita falta dele . Ele e minha mãe eram separados a muito tempo e eu não conseguia entender isso, não mesmo, porque todos os meus amigos da escola tinham os dois pais e eu não podia ter os dois juntos ? mamãe sempre me dizia que eu era nova demais para entender tudo aquilo mas eu sei que entenderia se ela me explicasse.
Abri meus olhos e tudo de repente ficou cheio de luzes coloridas, como se eu estivesse em um daqueles desenhos animados que passam a noite, antes das crianças irem para suas camas e sonharem . Fiquei bastante curiosa, afinal eu tinha 6 anos . Desci as escadas correndo e pude ouvir um "vai com calma Sam querida, você pode se machucar" vindo da cozinha, não dei muita importância e continuei seguindo a luz brilhante, ao final do corredor estava Josh meu primo de 8 anos, ele está na frente de um túnel... parece um daqueles buracos mágicos que pode te levar pra uma daquelas terras encantadas, tipo Nárnia . 
Pergunto a ele o que é aquilo, e porque não para de brilhar, ele olha fixamente para mim e volta a olhar para o buraco colorido . Quando tento chegar perto dele, uma coisa estranha e grande sai do buraco, é um tipo de bicho peludo, muito peludo . Josh grita, eu também . Mas quando tento sair correndo e chamar minha mãe, não consigo, minhas pernas, meus braços, tudo está totalmente dormente e o grito fica preso na garganta .
   


Sinto uma coisa fria na minha bochecha, é o chão frio da sala de estar . estou deitada no chão . Mamãe começa a chamar meu nome da cozinha, me sinto confusa . Cadê o monstro ? o buraco colorido no corredor ? e ... Josh ? . Me levanto . 
Quando estou indo para cozinha, vejo Josh no sofá da sala, ele está escrevendo uma de suas histórias, espera.... ele não estava gritando junto comigo agora pouco ? . Só depois que meu "dom" se manifestou pudi entender . 




Olá, meu nome é Samantha Somerhalder, e eu consigo ler pensamentos .


Se quiser parar de ler está história, eu entendo, afinal não sou uma pessoa tão legal assim, mas quero ter a oportunidade de contar sobre o ano em que conheci um anjo caído, ele mudou a  minha vida e eu finalmente descobri o significado da palavra "amor" .